Uma reflexão para mentes e corações abertos

Ostentação

narco 1“E o que a si mesmo se exaltar será humilhado” – Mateus 23:12

O Brasil tem a capacidade de absorver rapidamente a cultura de outros países, mas essa rápida assimilação dificilmente é aplicada em boas atitudes, como: não jogar lixo em vias públicas, respeitar vagas de veículos para idosos e deficientes físicos, etc. Mas para assimilar as coisas fúteis ou ruins, é extremamente rápido.

A ostentação de bens materiais já não é novidade neste mundo, mas a ascensão de artistas, atletas e pessoas que aparecem na mídia, que em parte vieram da classe trabalhadora e pobre, comanda o carro chefe de forma exagerada a exaltação das riquezas materiais, do consumismo, da vaidade. Os que pertencem à minoria da classe rica, agem de forma mais discreta, mesmo possuindo muito, mas muito mais que uma Ferrari na garagem. Se tivessem o mesmo modus operandi dos chamados “emergentes”, despertariam ainda mais o ódio da esmagadora maioria da população de baixa renda com a incerteza de ter a despensa com alimento para a próxima semana.

Bem, vamos ao momento etimológico do texto: Ostentação: (latim: ostentare) vpr 1: Fazer ostentação; mostrar-se com alarde e vanglória; Ato ou efeito de exibir com vaidade e pompa, bens, direitos ou outra propriedade, normalmente fazendo referência à necessidade de mostrar luxo ou riqueza.

Quando uma pessoa que veio da pobreza ostenta sua riqueza publicamente, gera um efeito maléfico para a população, assim como as pessoas ricas despertam a inveja e o ódio aos oprimidos pela desigualdade social e financeira. No primeiro caso, há quem diga que é até um incentivo aos pobres que podem sonhar e é possível conquistar tais coisas, trabalhando muito ou, dando sorte (mas quem crê em Deus, sabe que não existe sorte ou acaso, mas isso é outro assunto…). Pensar assim é um engano, pois na verdade, apenas vai contaminar as pessoas com valores distorcidos, que não edificam o individuo, não aperfeiçoa o caráter para o bem e acima de tudo, faz o ser humano se afastar de Deus.

“Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” – Mateus 6:24

E essa falsa necessidade extrema de dinheiro afeta também a igreja de Jesus Cristo. Sim, esse desejo irracional de ter dinheiro, de achar que os bens materiais é que vão garantir a vida das pessoas, afasta o coração humano do amor de Deus. Então temos com muita tristeza, pessoas que vão aos templos (igrejas) em busca da benção material, do milagre financeiro que pode implantar uma grande distorção da função da igreja de Cristo e do propósito de Deus para a nossa breve vida neste planeta.

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” – Mateus 6:19-21

Muitas pessoas conhecem essas palavras, até os que não acreditam em Deus. Jesus estava aconselhando as pessoas sobre o que é mais importante para nossas vidas. Existem incontáveis casos comprovados de que fortunas não foram a causa da felicidade do ser humano. Claro que em sua arrogância e vaidade, o ser humano jamais confessaria que aplicou quase toda sua vida em busca de algo que no final, não lhe deu a verdadeira felicidade.

“Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.” – Eclesiastes 5:10

“Há um grave mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano; Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura, e havendo algum filho nada lhe fica na sua mão. Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão.” – Eclesiastes 5:13-15

“Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação.” – Provérbios 15:16

A nossa vida neste planeta é breve e passageira. Talvez alguém diga que o pensamento cristão sobre a vida eterna é um mecanismo de defesa para uma vida frustrada que não conseguiu seus objetivos no insano esporte do alpinismo social/econômico, como uma forma de se conformar com sua vida “medíocre” aos olhos dos parâmetros da sociedade de consumo. Ok, é como eu disse para um amigo sobre um assunto de música: Daqui a vinte anos você me conta se o seu método deu certo. Neste caso, pode ser desta forma: Quando todos nós morremos, a verdade se manifestará.

“Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” – Marcos 8:36

 

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