Uma reflexão para mentes e corações abertos

À procura de um culpado

61704“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” – 1 Timóteo 6:10

Vivemos tempos difíceis, não só por conta da instabilidade política no Brasil devido a crise econômica mundial. As pessoas estão perdendo a razão enfurecidas com os acontecimentos e protestam alegando não suportar mais a corrupção política. No fim de toda essa ira, reside o amor ao dinheiro. Sim, as pessoas estão revoltadas por perda de poder aquisitivo para consumo e não se trata apenas de  sobrevivência, mas de bens de consumo que passam longe da necessidade de sobrevivência. As pessoas em sua maioria não amam à Deus ou apenas acreditam de forma equivocada, mas na prática, a humanidade em sua maioria escolheu deixar Deus fora de suas vidas a ponto de transformá-lo numa fábula. Depositam sua verdadeira confiança em posses materiais, de acumulo de capital.

“Aquele que confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem.” – Provérbios 11:28

Se realmente a maioria das pessoas acreditassem em Deus como elas proclamam, ouviriam atentamente a Palavra de Deus, a guardariam no coração e colocariam em prática em seu cotidiano. Um ensinamento dos mais conhecidos até por quem não crê em Deus, não é um diálogo de filme de natal e nem tão pouco um momento poético de Jesus:

“Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” – Mateus 6:31-34

O ser humano em sua vaidade escolheu viver por conta própria, sendo independente de Deus (o tal  do livre arbítrio), julgando e agindo pelo seu próprio entendimento. Muitas pessoas que não acreditam em Deus acham que quando entregamos nossa vida à Deus e sua vontade, viramos escravos de um tirano. A própria Palavra de Deus nos revela que temos verdadeira liberdade com Ele.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

“E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” – Romanos 6:18

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” – João 8:36

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” – 1 Coríntios 6:12

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” – 2 Coríntios 3:17

Se algum grupo de seres humanos utiliza o nome de Deus para outros fins, não é agradável à Deus e essas pessoas não fazem a vontade Dele. Essas pessoas estão usando de seu livre arbítrio (ou seja, não entregaram suas vidas à Deus de verdade) e podem se aproveitar da liberdade que Deus dá, fazendo uso indevido de Seu Nome. É evidente que tudo tem consequências, mas enquanto há vida, há esperança e pode haver arrependimento. O mundo está assim porque o ser humano expulsou Deus de suas vidas. Não adianta aquela mesma conversa de que: “Se Deus é bom e existe, poque tanta injustiça nesse mundo, um bebê morre e ele não faz nada, etc e etc…”. Deus não é bom, é maravilhoso e amoroso, mas também é justo. Por sua justiça, ele não muda e interfere na vida de uma pessoa se ela não permitir. Se um bebê recém nascido é assassinado, é nossa culpa, nós construímos uma sociedade deformada que não segue os ensinamentos de Deus e temos que arcar com as consequências. Nós somos responsáveis pela sociedade em que vivemos. Infelizmente não conseguimos colocar nossos olhos no bem comum de verdade, sempre tendemos a buscar nossos próprios interesses e temos uma nação sem cidadania, apenas vivemos no mesmo território, achando que o bem estar de um conterrâneo de uma cidade longínqua não influencia o nosso bem estar.

“De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele;” – 1 Coríntios 12:26

Neste trecho da carta à comunidade de Jesus em Corinto, Paulo usa o corpo humano como exemplo de unidade e a nossa sociedade funciona da mesma forma quer queiram ou não. Exemplo? Não se viabiliza condições dignas para uma criança ter educação, boa estrutura familiar e condições de ter um bom trabalho futuramente. Ela cresce em um ambiente hostil, tanto dentro como fora de seu lar, acaba convivendo com outras pessoas que passaram pela mesma ou até pior condição e é imposto dois caminhos: Uma vida de sofrimento e muita necessidade com remotas chances de poder sobreviver com dignidade ou segue o caminho do crime, para tomar aquilo que lhe foi negado e infelizmente, seu caráter foi abalado, não houve apoio familiar e não teve forças para permanecer no caminho justo. Daí a criança se torna um criminoso adulto e pode tirar a sua vida num mero assalto num cruzamento de ruas no trânsito. Você pode não concordar sobre o que acabei de dizer. Se não quer ao menos refletir sobre isso, não perca mais seu tempo lendo este texto, vá em paz.

“De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados.” – Lamentações 3:39

“Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.” – Eclesiastes 7:20

Mas voltando ao raciocínio do texto, nós estamos apenas colhendo o fruto do que semeamos durante centenas e centenas de anos. Se fosse possível passar uma espécie de raio X em todas as pessoas que participaram das recentes manifestações contra o governo, certamente encontraríamos muitas falhas que elas acusam os políticos, claro que na maioria, em menor escala de efeitos para a sociedade. Mas por outro lado, juntando todas essas situações de todos, temos o resultado de uma sociedade doente e … corrupta!

A mudança começa por uma decisão individual, assim como as Boas Novas de Jesus, Deus não mudará a vida de ninguém se a pessoa não estiver disposta à mudar. Quando todas as pessoas da multidão puderem atirar a primeira pedra por não terem pecado algum e ainda assim escolherem não atirar a pedra (não condenar), aí teremos o início de uma grande mudança.

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