Uma reflexão para mentes e corações abertos

Direitos e deveres?

 

Balança da Justiça 01

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.” –  2 Timóteo 3:1-5

No último domingo em uma padaria na Mooca, estava com amigos que são irmãos de fé tomando um café e conversando sobre a coisa mais importante sobre o evangelho de Jesus Cristo, o verdadeiro amor. Sim, o amor que o apóstolo Paulo descreve em sua carta à cidade de Kórinthos, localizada nas periferias da península de Pelopónissos, Grécia:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha;” –  1 Coríntios 13:1-8

E comentávamos que a nossa batalha começa já colocando o pé para fora de casa todos os dias, quando alguém nos empurra dentro dos transportes coletivos, em filas, em corredores, etc, pisam em nossos pés e sequer pedem desculpas, quando descontam seus problemas em nós sem nos conhecer, atendendo com irritação e mau humor, até nos ofendendo por não adivinharmos suas vontades, como “ter” que caminhar na mesma velocidade que eles, quando sempre somos nós que devemos abrir caminho na calçada e nunca eles, e assim segue uma lista enorme. Também comparávamos a população independente de classe social, com o seriado Walking Dead, mas isso é óbvio e até chega a ser uma comparação superficial se não atentarmos os detalhes desta comparação. Em um episódio da série, um cientista  explica o que acontece com o cérebro no processo epidêmico, quando ele para de funcionar, quando a sinapse entra em colapso e ocorre a “zumbificação” pós morte, onde todo o corpo volta a funcionar sem consciência e raciocínio e existe apenas uma espécie de instinto que leva o corpo buscar seu mantimento.

Quando estamos nas estações de metrô, sabemos que há um eficiente sistema de informação de procedimentos básicos ao usuário, como os avisos extremamente bem visíveis nas plataformas de embarque/desembarque que orientam o usuário a deixar livre a passagem para quem desembarca e ainda há avisos sonoros que são constantemente emitidos pelos auto-falantes espalhados pelas estações e vagões dos trens. Nas escadas rolantes há avisos orientando o usuário a se manter à direita dos degraus para deixar livre a passagem de outros usuários que desejam prosseguir com mais velocidade, sendo em que algumas escadas, ainda há adesivos a cerca de aproximadamente 2 metros nos rodapés, orientando o mesmo procedimento. Ora, esta é uma regra básica de trânsito em qualquer situação urbana e inclusive é aplicada em automóveis, pois a ultrapassagem segura é feita pela via esquerda do condutor. Mas as pessoas parecem que não enxergam e nem escutam nada.

“Ouvi agora isto, ó povo insensato, e sem coração, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis.” – Jeremias 5:21

Alguém poderá me dizer que é a correria do cotidiano que causa isso, mas antes fosse só isso. As pessoas perderam e outras talvez nunca tiveram consciência do verdadeiro amor, do amor ao próximo, do amor que não faz as coisas em troca de benefícios. A maioria não faz simples gentilezas por que querem ser recompensadas, querem ganhar algo em troca. É muito comum o tipo de pensamento como: “Ninguém faz isso por mim, por que eu deveria fazer? Não sou obrigado”. Sim! Realmente a pessoa não é obrigada a fazer um favor ou gentileza, ainda mais se for uma pessoa que não conhece. Mas quando nós amamos de verdade, fazemos coisas boas sem esperar algo em troca. Muitas pessoas não fazem isso porque não se amam de verdade e sim, confundem o amor próprio com o egoísmo, o egocentrismo e desejo desenfreado de saciar seus desejos pessoais. Quem não ama a si próprio, não tem condições de amar alguém, pois na verdade, esse amor à outra pessoa, nada mais é do que essa pessoa ser um instrumento para saciar suas carências e desejos.

“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” – Gálatas 5:14

“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?” – Mateus 5:46

Me traz uma grande angústia ver todos os dias as pessoas se maltratando nas ruas, em seus locais de trabalho, de lazer, em seus lares e até nas igrejas! Pessoas que não conseguem enxergar um palmo à frente como se a sinapse tivesse entrado em colapso, mas ela está lá. Tanto que elas exigem seus direitos com muita convicção, mas seus deveres, em muitas vezes enxergam como fazer hora extra remunerada.

Agora veja a situação delicada no caso das recentes manifestações no Brasil nestes últimos dias. O governo que foi eleito pela população não cumpre seus deveres levando a população protestarem por seus direitos e muitos destes que foram se manifestar não cumprem seus deveres como cidadãos e principalmente como indivíduos. De quem é realmente a culpa? Quem dará o primeiro passo rumo ao amor e a justiça? Tudo tem um preço…

“O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” – 1 Timóteo 2:6

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