Uma reflexão para mentes e corações abertos

Realmente não temos culpa, Deus não existe…

pers

Nesta manhã de sexta-feira, conhecida por Sexta-Feira Santa por conta do calendário católico no Brasil, que culmina no domingo de Páscoa, deparei com uma questão para refletir. Para muitos é dia de comer apenas peixe (a notória bacalhoada), reunião da família, para outros é feriado prolongado, outros ainda, é prejuízo no bolso. Na verdade, a verdadeira Páscoa já ocorreu em outra data e isso vem dos tempos de Moisés e não vem ao caso entrar nesta questão. O que me levou a escrever este texto, foi um feed de facebook que mostrava uma ilustração de Jesus Cristo carregando uma cruz com uma frase perguntando se a pessoa que leu, sabia que ele tinha se sacrificado por ela. Junto ao compartilhamento deste pequeno texto ilustrado havia um comentário questionando que culpa algum de nós teríamos em relação à morte de Jesus Cristo e que o texto publicado foi um ato infeliz do publicador. Bem, vamos abrir nosso coração e entendimento sobre essa questão e sugiro que as pessoas que seguem linhas teológicas, doutrinas criadas por seres humanos, defendem líderes humanos e placas de igrejas, não percam seu tempo em iniciar qualquer debate sobre interpretação bíblica, pois não irão me convencer do contrário, isso é um entendimento espiritual de Deus pelo Espírito Santo. A não ser que alguém me julgue como um falso discípulo de Jesus Cristo e que ele não está em mim e esteja sendo herético. Se assim for, só a grande misericórdia de Deus para me perdoar por isto e redimir dos meus erros. Toda a honra e a glória à YWHW.

Geralmente quem fala mal da bíblia, não a leu e ainda mais, não a entendeu. Os escritores inspirados por Deus para escreverem os textos, usam figuras de linguagem para passar um entendimento. Já deu essa piada besta sobre o fruto da árvore do bem e do mal, não está no livro de Genesis que era uma maçã. Quando Deus fala para o ser humano representado pela figura de Adão que se comece do fruto ele morreria, não era morte física. A tal da árvore e seu fruto era uma alegoria para a lei do direito e filosofia de vida proposta por Lúcifer, que o ser humano poderia viver sem dar satisfações para seu Criador, ser independente. Então Deus não interfere, não opina e muito menos ordena qualquer coisa para o homem, pois na sua justiça, não revoga seu decreto de livre arbítrio. Aí entra a questão da morte que Deus estava falando, o ser humano morre para Deus, como se ele não existisse. Exemplo: “Fulano morreu pra mim!”; E nunca mais a pessoa voltará a se relacionar com tal pessoa e se possível, nunca mais encontrá-la. “Não tenho mais amizade com beltrano e não tenho nada com ele, nem sei por onde anda e o que faz”; “Cada macaco no seu galho, cada um no seu quadrado”. A pessoa viverá sua vida naturalmente e realmente nada significará o sacrifício de Jesus Cristo. Quantas vezes não agimos assim: “Você fez porque quis, eu não pedi nada”  É, meu caro, você é deus de sua vida, você decide. Agora, cada um pode dizer ao outro: namastê. (não estou sendo sarcástico, pois isso é uma verdade, só não vou me curvar diante de você, pois só o faço para meu Deus e ele nem me obriga a isso)

“Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?” – João 10:34

Agora, se a pessoa acredita em Deus, quer que ele faça parte de sua vida, quer ter um relacionamento, é como de certa forma para alguns, ser funcionário de uma empresa ou morar na casa dos pais. Deixando de fora as variantes de condutas de empresas e pais, mas apenas atentando para a alegoria disso, o indivíduo se incorpora à empresa e recebe o salário pelo fruto do seu trabalho. Dentro da empresa, ele cumpre metas, deveres, regras, já não é “senhor absoluto” de suas vontades em troca dos benefícios adquiridos no emprego. O funcionário desenvolve relacionamento entre os membros da empresa e amizades. A empresa providencia um plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, plano de previdência, plano de carreira e aposentadoria, prêmios de incentivo, promoções de cargo e de salário, proporciona segurança.

Na casa dos pais, o filho encontra todas as necessidades supridas, como alimentação, vestimenta, segurança, condições de trabalho e estudos e em alguns casos, plano de saúde como nas empresas, uma caderneta de poupança para futuras despesas com estudos, encaminhamento profissional, além de algo muito mais valioso, que é o amor. Se o indivíduo usufrui de tantos benefícios, por amor, respeito, consideração, obediência voluntária aos pais, ele vai se submeter às regras da casa. Se o jantar é servido às 20:00h, que o filho esteja por lá para comer do bom e do melhor dentro das possibilidades da família, caso contrário, comerá um lanche meia boca ou comida requentada. O indivíduo não irá por bom senso, fazer uma festa até o fim da noite com os amigos na casa de seus pais. Também não achará conveniente transar com sua namorada(o) no seu quarto, sabendo do constrangimento e incômodo que causaria aos pais (alguém faz sexo sem fazer barulho?).

Quando o individuo como filho acredita que as limitações e regras da casa dos pais é um incômodo para a sua liberdade, ele escolhe se mudar, ir morar sozinho.  Muitas pessoas nesta situação, ainda dependem dos pais para custear seus gastos no início de suas vidas “independentes”. Muitas vezes de boa vontade e amor, os pais dão aquela forcinha (ah, mas que independência, meu jovem!). Ah, pois saiba que Deus, mesmo que não acredite que ele exista, foi quem aconselhou a independência dos filhos já no começo da humanidade:

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” – Gênesis 2:24

Vamos entender isso de uma vez por todas (isso se estiver afim, pois tem o direito de mandar tudo isso aos ventos). Jesus morreu, se sacrificou pelos nossos pecados. Mas o que é pecado? Na bíblia, a palavra pecar tem origem no hebraico: hhatá e no grego: hamartáno, no latim: peccátu, que significa errar, no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão, no caso, na lei e padrão de Deus.

“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” – 1 João 3:4

O maior erro do ser humano, que está alegoricamente documentado no livro de Genesis, foi ter escolhido viver independente de Deus, para fazer o que bem entendesse sem dar satisfações à ele. A consequência disso foi que a humanidade passou à viver sob à lei do bem e do mal, autoria de Lúcifer, ou seja, o erro é cobrado em forma de penalidade e não há perdão, tem que pagar, mesmo com arrependimento. Lembrando que o indivíduo “morreu” para Deus que não tem nenhuma obrigação com ele. Mas se a pessoa aceita o convite de Jesus Cristo para fazer parte da família de Deus, o perdão é aceito se há arrependimento e há uma correção, castigo como ato disciplinar, que é apenas o indivíduo arcar com as consequências de seus erros.

Então esse sacrifício que Jesus Cristo fez pela humanidade, foi voluntário e a aceitação desse favor também é voluntária. Ninguém foi, é e nunca será obrigado a aceitar Jesus Cristo, Deus em suas vidas.

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” – Apocalipse 3:20

Ah, lembrei o que dizia o texto do facebook:

“Sexta-feira da Paixão; Já parou pra imaginar que esse sofrimento todo foi por você?!; Tenha um excelente dia!”

Vamos entender isso? Sexta-feira do amor de Cristo; Já parou para pensar que Jesus quis sofrer as punições da lei do bem e do mal no lugar do ser humano para que o ser humano voltasse a se relacionar com Deus? Fique de boa, tenha um bom dia.

Agora uma pergunta: Onde está a suposta acusação de culpa neste texto? Quando eu desprezava Jesus Cristo, eu até acreditava que ele tinha existido, mas que não tinha nada haver com ele, eu aqui, ele lá. Quando eu aceitei o convite de Jesus Cristo para voltar a me relacionar com Deus e tê-lo como pai, pela minha própria consciência, me senti culpado, ou melhor, me senti o motivo de Jesus ter se sacrificado, ninguém me apontou o dedo na face me acusando de culpado da morte de Jesus Cristo. Isso tudo só me trouxe alegria e gratidão. E ele ainda me disse: “Eu não me esqueci de você; Te dou este abraço para você lembrar que eu te amo”. Aleluia!

A esta altura, quem não acredita em Deus deve estar achando tudo isso uma tremenda bobagem ou até já não esteja mais lendo. Enfim, se para você Jesus Cristo é apenas uma fábula, relaxa, não pega nada, Deus não vai te estorvar por conta disso, ainda mais se ele não existe. Deus te respeita e se faz inexistente em sua vida se esta é a sua vontade.

“E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” – João 8:10-11

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” – Mateus 11:28

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32

“Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” – 2 Coríntios 3:17

Não tenha só um excelente dia, mas uma excelente vida!

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